Apesar de ter trocado, momentâneamente, os pincéis pela Singer, o que mais gosto de fazer é lidar com tintas. Entre elas me torno um perigo. Saio pintando tudo, de telas a ... tudo.
Adoro pintar móveis. Principalmente os bem rústicos, tosquinhos mesmo. Nessa categoria se enquadram os banquinhos de feira (do Largo da Ordem, aqui em Curitiba), com a vantagem de caberem em qualquer canto e serem úteis.
E porque não vão para a parede posso pintar qualquer bobagem.
(Já nas telas... a história é outra.)
Não me incomodo e até gosto que a pintura desgaste. Neste dei até uma ajuda inicial nas bordas e nos pés. Ele mora ao lado desta cheflera que gostou desse lugar. Talvez pela companhia.
A ela e a nós, moradores deste apartamento, eu desejo um jardim em breve. Ao banquinho eu já dei um. A ele, agora, eu desejo uma varanda. Aqui mostro as meias de tinta que vestem as longas e pálidas pernas de pinus. Tinta é isso. Aplicada a móveis e paredes transforma o ambiente e a mais primitiva das peças adquire uma outra identidade.
Só posso mostrar esses dois. Os outros foram levados por amigos.
Amigos são para isso, não é? Uns pintam e outros capturam as pinturas! Os bancos eu deixo levar. Talvez até os faça para serem levados.
Obedeço um professor que ensinava que quadros não podiam ser dados de presente... e ele tanto falava, com tantos argumentos e tamanha convicção que eu acreditei. Quadros não dou. Bancos não são quadros. Ou será que são?
Fica a sugestão para vocês pintarem de jardim os banquinhos de dentro dos apês.
E quando se cansarem deles, passem outra tinta por cima.
Essa é a maior vantagem da tinta!