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01/02/2011

Tintas


Apesar de ter trocado, momentâneamente, os pincéis pela Singer, o que mais gosto de fazer é lidar com tintas. Entre elas me torno um perigo. Saio pintando tudo, de telas a ... tudo. 

Adoro pintar móveis. Principalmente os bem rústicos, tosquinhos mesmo.  Nessa categoria se enquadram os banquinhos de feira (do Largo da Ordem, aqui em Curitiba), com a vantagem de caberem em qualquer canto e serem úteis. 
E porque não vão para a parede posso pintar qualquer bobagem.
(Já nas telas... a história é outra.)





Não me incomodo e até gosto que a pintura desgaste. Neste dei até uma ajuda inicial nas bordas e nos pés. Ele mora ao lado desta  cheflera que gostou desse lugar. Talvez pela companhia.

A ela e a nós, moradores deste apartamento, eu desejo um jardim em breve. Ao banquinho eu já dei um. A ele, agora, eu desejo uma varanda. 




Aqui mostro as meias de tinta que vestem as longas e pálidas pernas de pinus. Tinta é isso. Aplicada a móveis e paredes transforma o ambiente e a mais primitiva das peças adquire uma outra identidade. 

Só posso mostrar esses dois. Os outros foram levados por amigos. 






Amigos são para isso, não é? Uns pintam e outros capturam as pinturas! Os bancos eu deixo levar. Talvez até os faça para serem levados. 

Obedeço um professor que ensinava que quadros não podiam ser dados de presente... e ele tanto falava, com tantos argumentos e tamanha convicção que eu acreditei. Quadros não dou. Bancos não são quadros. Ou será que são?

Fica a sugestão para vocês pintarem de jardim os banquinhos de dentro dos apês.
E quando se cansarem deles, passem outra tinta por cima.
Essa é a maior vantagem da tinta!


13/09/2010

5 minutos - a síndrome

Tenho uma cômoda há muitos anos, comprada numa crise de diarréia mental. 


Comprei-a porque era feia! 


Eu tinha um ateliê de pintura decorativa (RJ) e quis dar exemplo de como um móvel sem graça pode ficar bonito. 


Não é um bom motivo para a aquisição de uma peça. 


Melhor escolher algo de linhas harmônicas e trabalhar nela com gosto, do que comprar um caixote e trabalhar nele por desafio. 

Acabei não fazendo nada além de pintá-la e faze-la desaparecer na cozinha.
Útil foi; bonita, jamais!  


Ontem me vieram os "5 minutos". Revirei o baú de tecidos e saí de lá com muitas opções - florais, bolinhas, listados, xadrez... Nenhum deles me convenceu. 

Vou radicalizar, pensei, tomada pela síndrome dos 5 minutos!

E radicalizei! Não faço mesmo questão de ficar com ela e nem sei se caberá na casa nova... Portanto, me permiti desbunde total.


Lancei mão de um tecido que tem tudo a ver com a cômoda - não sei porque o guardo, do mesmo jeitinho que nunca entendi porque mantenho a cômoda há tantos anos. 

Claro! Feitos um para o outro! 

Uma canga, daquelas vendidas nos camelôs por toda parte, escolhida só mesmo porque trazia um Saturno e, na época, eu estava de bem com ele... 

Mãos à obra!


Cola plástica diluída com um mínimo de água, rolinho já usado porém limpinho... 


Um pouco mais de cola por cima para garantir ...


E, em menos de 5 minutos... Lua, é testemunha... recobri 4 gavetas.


O pior vem agora.

 A síndrome dos 5 minutos impede a escolha de material que não esteja à mão! Não dá para esperar, pensar, escolher a melhor cor... Não dá! Só se pode usar o que os olhos alcançam. Já! Agora! Imediatamente!

Cobri o branco...

Pronto! Já deu! Tempo acabou!

Minha filha, ao chegar das aulas, me cumprimentou... 
...
...
...

Mãããããããããããeeeeeeeeeeeeeeee!!!!!!!!!!
Que coisa mais horrorosa!
O que foi isso?
...
...
...
O 5 minutos já tinham se passado...




Suspense! 
Depois eu mostro a primeira versão e a versão consertada!

30/04/2010

Cadeira antiga e maquiagem


Esta cadeira foi feita há muitos anos, quando o século XX estava também começando. Quando minha mãe nasceu ela já existia e quando minha filha chegou ela ainda estava lá, firme. O estofado do assento foi trocado inúmeras vezes, mas ela tem tanta personalidade que nem importa a roupa que veste. Um colonial inglês absolutamente fiel ao mobiliário do Palácio de Governo de Jamestown, Virginia, sede do governo colonial nos EUA. Surpreendi-me ao visitar o Palácio e ver, do meu ponto de vista, a reprodução da sala de jantar da minha avó!

Resolvi fazer nela uma maquiagem moderna, a começar por um blush bem vivo, umas sombras... 




 Finalmente vesti-a! 


Ainda está com alfinetes por baixo. 
Ainda não sei se gosto. 
Se ela parece confortável com esta roupa.
Se vai ficar bem ao redor da mesa...

... cada qual a seu jeito...

Aceito palpites e opiniões. 
Deixe a sua opinião aqui, tá?