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31/01/2011

Fada da Rosa

Um calor absurdo e eu aqui descansando um pouco antes de pegar numa costura.
Achei que não teria tempo para costurar hoje, muito menos postar, mas deu tempo para tudo.

Eis o que me espera sobre a mesa de trabalho e eu estou tendo o maior prazer de fazer.  


Ao fazer uma peça como esta eu torço para que ela se torne importante para a criança que a receber. O Linus dos Peanuts, não se separa do seu cobertorzinho. Será que esse edredonzinho vai ganhar o seu Linus? No caso uma menina. A imagem da fadinha pousada numa roseira é muito delicada. As asinhas não ficaram muito visíveis nessas fotos. Só clicando para aumentar. 



Não pensei duas vezes. Escolhi um algodão branco com poás cor de rosa para o forro e ainda estou incluindo uns corações no bordado que firma as camadas. Em coisas para meninas dá para abusar das fofurices, não é? Uma delícia! 


Comprei este painel há mais de um ano. Fui acumulando coragem para fazer dele um edredonzinho bem caprichado. EdredonZINHO é mentira. Vai ficar grande o suficiente para acompanhar a criança por muitos e muitos anos. Se ficar da minha altura vai poder usar a vida toda! rsrs

Vou  lá. Depois (não hoje, que isso demora...) eu mostro como ficou. 

14/01/2011

Mug Rug


No fim de ano o mundo dos retalhos em língua inglesa foi contaminado pela febre do mug rug, que seria, para nós, o tapetinho de caneca.

E também para nós, hábeis em encontrar aplicações diversas para cada objeto, podem ser  o que a imaginação e a oportunidade permitirem.

Aqui em casa o destino de um mug rug é incerto. Minha filha capturou este, que mora na  mesa de cabeceira e apara o copo com água que ela não dispensa ao ir para a cama.

Em respeito à idéia original fiz a foto com caneca, mas, na prática, ele não a vê com frequência. 

Mug rugs são, em geral, retangulares, de forma a carregarem também um biscoitinho.
Vamos combinar que um mug rug pode ser de qualquer forma e tamanho. 

O meu é quadrado, menor e não sai do lado do computador. 
Por enquanto a caneca está cheia de café quente, 
que é o que me ajuda a enfrentar o frio de verão desta terra. 
(porque para o do inverno não há alento assim tão simples)

Fiz outro para a garrafa térmica.
Como ele nasceu mug rug, 
por uns instantes desbanquei a garrafa e coloquei a caneca.



Praticamente todos os blogs do mundo dos retalhos em língua inglesa mostraram mug rugs à exaustão um pouco antes do Natal.O mug rug revolucionou o meio e atolou os correios. Não ficou um friend sem um mug rug. Quem não recebeu mug rug já podia saber que não era considerado um friend.  

Eu gostei de fazer esse negócio que, pelo tamanho, facilita o bordado livre à máquina. Só não tenho um bom nome para ele. Se você quiser ajudar, sugerindo um nome convincente para batizar o mug rug em terras brasileiras, eu mando um para você. 

Não sei se isso pode ser considerado exatamente um concurso. Acho que não,  mas estou disposta a cumprir com a palavra. Mande uma sugestão! Ou sugestões!

Tá combinado? 
Fico esperando. 


13/12/2010

Sem máquina de costura

(um post especialmente dedicado àquelas que acham que sem máquina de costura não se pode fazer patchwork.)

Há quem faça lindos trabalhos com retalhos à mão, e há muita gente nesse barco. 

Esta peça, mostrada no blog I Love Baby Quilts,  
foi totalmente costurada à mão. 


Assim como esta, abaixo, e muitas outras.


Vale a pena lembrar que a artesã que conduz o I Love Baby Quilts vende suas criações e recebe encomendas. Provavelmente custem até mais caro do que se fossem costuradas à máquina. Não sei. 

Na área dos comentários outras artesãs revelam que também não usam máquina de costura. 

Por acaso o blog I Love Baby Quilts está fazendo um sorteio de vários blocos, o suficiente para montar um coberta para bebê.
Dê uma olhada lá!
Você também pode participar! 

07/12/2010

Para um cãozinho


Foi divertido fazer este tapetinho para um cãozinho que vem sendo aguardado como a um bebê (de sorte). Chegará dentro de poucos dias e já tem uma cama portátil, fofinha e gostosa. 


Mais que isso, tem uma cama que poderá servir de edredon nos dias mais frios. É verão mas Curitiba não perdoa: Lua dormiu debaixo do edredonzinho dela esta noite... e ainda está lá! 
Essa "vida de cachorro" muita gente queria!

E, como prometido, aqui estão as fotos das principais etapas:

Primeiro é selecionar as estampas e as cores, que é a coisa mais difícil para o iniciante em patchwork. Aqui juntei tecidos com estampas grandes e outros com estampa miúda em tons próximos, sem muito contraste, de uma mesma cor, que funcionam como cores únicas (ou "sólidas"). A estampa de cachorrinhos tem o fundo amarelo claríssimo, tons de cinza e marrom  para os bichinhos, toques de verde e  laranja forte (tijolo).

Não é preciso repetir todas as cores nos demais quadros, mas é interessante repetir uma ou duas e harmoniza-las com outras cores que você imagine que "estejam faltando". Usei azul forte para quadros e um turquesa, que absolutamente não aparecem na estampa, para alegrar a composição.


A foto abaixo mostra os quadros emendados, a borda interna turquesa 
e a borda externa repetindo estampa de ossos usada no motivo central.
Hora de ajustar o recheio (maior que o top) e o forro (maior que o recheio)
 antes de quitar a peça.  
O quilting (pesponto para firmar as camadas) 
pode trazer surpresas desagradaveis
se esta regra básica não for mantida. 


No fundo usei uma cor neutra e clara. 
Sou a favor de que se possa ver quando está sujo. 
Essa coisa de usar cor escura para disfarçar a sujeira não me convence! 
É só jogar na máquina de lavar. 
O pesponto faz com que o ferro de passar 
seja dispensavel após a lavagem.


A estampa de ossinhos é uma graça e merecia ser 
ressaltada na frente e no verso!

Seja bem vindo, Zeca!
Aproveite bem a sua caminha edredom!

05/03/2010

Colchas em toda parte



Em todo o Brasil sempre se fez colchas de retalhos. De Norte a Sul.

Aqui  vi um exemplo bem característico de uma colcha de retalhos feita com presente para uma noiva, em Minas Gerais, onde a tradição portuguesa parece continuar mais evidente e preservada. Uma colcha simples, sem intervenção dos modismos importados. Nem melhor nem pior do que as neo-zelandezas, japonesas ou australianas. Nem mais nem menos bonita. Uma colcha característica nossa. Tudo de bom!

Cada região soma a cultura regional, trazida pelos imigrantes e deles há muitos, de várias partes do globo,  nesse nosso Brasil. Eles enriquecem a nossa cultura. Contribuem com suas experiências e tradições. Mas precisamos ter um certo cuidado para não desprezarmos o que é nosso e prestigiarmos só o que é estrangeiro. Esse vício é uma miséria. Mata mais que o cigarro porque corrompe a criatividade, a autoconfiança, o orgulho de sermos brasileiros.

Acho legal guardarmos pedacinhos de tecido das roupas que nos lembram momentos especiais da nossa vida. Não precisamos guardar a roupa toda, mas, em geral, há uma possibilidade de guardarmos uma parte do laço do vestido de nossas filhas, uma barra de blusa, de camisa, um retalho da bainha de uma saia ou de um vestido. Ou uma fronha...

Doar é preciso. A roupa - ou o tecido - precisa circular, abrigar quem necessite e possa fazer bom uso. Mas também podemos guardar, de uma ou outra, um pequeno fragmento, para formarmos, mais tarde, colchas da nossa "vida".